sábado, 6 de março de 2010

Banda de amigos do Bairro Peixoto, extinta já há alguns anos, o SomTomé mostrava um som autoral e livre de rótulos. Tenho orgulho de ter vicenciado com eles a cena rock do final dos 90, início dos 2000, dividindo com eles alguns palcos, como o da Baratos, em que fizemos o clipe da Radiokaos. Salve Conselheiro! Essa banda precisa voltar, a cena rock merece...



"O Somtomé surgiu no início de 1998 no Rio de Janeiro. Rogério (baixo), Bernardo (vocal), Claudio (bateria), Alberto (guitarra) e Leopoldo (guitarra) já participaram de festivais importantes como o Mada 2002 (Natal), quando foram um dos destaques, Festival de Inverno de Ouro Preto 1998, Festival Upload 2001 (SP), em todas as temporadas das festas Londonburning (RJ/SP), além de já terem tocado em praticamente todas as casas do Rio e em várias de Sampa.

O estilo do Somtomé pode ser definido como rocknroll, porém suas composições não seguem uma única direção, alternando momentos de peso e distorção com canções melodiosas. As letras falam de uma realidade com altas doses de acidez e um nada abusivo humor negro, pois Somtomé é rock. Por mais simples que isso possa parecer para definir um som de uma banda, já que hoje existe uma série de variações do que antes era apenas rock, o essencial para caracterizar o som da rapazeada é a formação de guitarras, baixo, bateria e vocais, clássicas das bandas dos anos 60. Mas as influências musicais dos integrantes do grupo são abrangentes, indo desde o punk rock aos mantras tibetanos, dos anos 20 aos subterrâneos brasileiros, e o resultado sonoro é um rock possante".


Download: América Eldorado (2004)


Download: Mais canções de amor que estrelas no céu (2003)


Download: Copacabana Mon Amour (2001)


Download: Demo pra crer(1998)

quinta-feira, 4 de março de 2010

Essa dica foi de um amigo querido do Graja, o Cláudio, uma verdadeira "enciclopédia musical" que vive como uma espécie de eremita em sua casa.

A banda que até então não conhecia é a Can, fundada em 1968 na Alemanha, e que faz um rock experimental de primeira, com livres improvisações, minimalismo e pitadas psicodélicas. Bandas como Siouxsie and the Banshees, Joy Division, e Talking Heads já citaram a Can como forte influência em seus trabalhos.



A fase dos discos abaixo é considerada a “clássica”, que vai de 1970 a 1973, com o vocalista Kenji "Damo" Suzuki, um japa muito louco que morava na época em Munique, descoberto pelos integrantes da Can cantando em frente a um café. Após o disco Future Days, Damo largou a banda para virar Testemunha de Jeová(!). Mas ele continua até hoje tocando – esteve no ano passado no Brasil – levando aos palcos sua música performática e repleta de improvisações.

Boa viagem!


Download: Soundtracks (1970)


Download: Tago Mago (1971)


Download: Ege Bamyasi (1972)


Download: Future Days (1973)

quarta-feira, 3 de março de 2010

Este é para quem é fã da banda The Doors e ao mesmo tempo apreciador de música clássica, em especial, com violinos.
Dica do Calê, parceiro e vocalista da Radiokaos - banda na qual componho e toco baixo-, um aficcionado por The Doors, o disco, lançado em 2000, traz versões orquestradas de nove clássicos da banda. Um disco profundo que, mesmo tão diferente no estilo, consegue traduzir o clima magnético e a essência melódica das músicas do grupo. Merece uma audição atenta.


Download: Riders on the Storm - The Doors Concerto
1 Riders on the Storm (6:16)
2 The Unknown Soldier (5:42)
3 Spanish Caravan (6:12)
4 Love Street (6:50)
5 Hello, I Love You (6:53)
6 Light my Fire (8:56)
7 People are Strange (7:03)
8 Strange Days (7:10)
9 The End (11:42)

terça-feira, 2 de março de 2010



O Rio das Ostras Jazz & Blues Festival se aproxima e já é hora de se programar. Festival de alto nível realizado todos os anos no início do mês de junho em Rio das Ostras, na região dos Lagos do Estado do Rio, em sua oitava edição o festival traz uma novidade: um palco destinado a novos talentos. As informações estão no site oficial do evento, que ainda não divulgou as atrações de 2010:

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EDIÇÃO 2010
Apontado pelos críticos como um dos melhores festivais do gênero no país, o Rio das Ostras Jazz & Blues Festival chega à oitava edição. De 02 a 06 de junho, uma seleção dos melhores instrumentistas e intérpretes da atualidade se apresentará nos palcos montados na Cidade do Jazz & Blues, em Costazul, na Praia da Tartaruga e na Lagoa do Iriry.

Devido a sua importância, o evento se consagrou definitivamente ao entrar para o calendário oficial de eventos da RIOTUR. A programação de shows trará artistas consagrados e será anunciada em breve. Como sempre todos os shows serão gratuitos e ao ar livre, com todos tendo acesso às apresentações.

O 8º Rio das Ostras Jazz & Blues Festival, além dos shows nos palcos de Costazul, Tartaruga e Lagoa do Iriry, trará nesse ano uma grande novidade. Será adicionado à programação um 4º palco na Praça de São Pedro. O novo palco se destinará a revelações e novos talentos do cenário do Blues e do Jazz nacional, dando oportunidades a mais e novos artistas do crescente cenário musical brasileiro. Essa novidade comprova a constante evolução e crescimento do festival como evento e espetáculo.

O 8 º Rio das Ostras Jazz & Blues Festival revela a sofisticação melódica do jazz e a força rítmica do blues. Serão cinco dias de shows gratuitos, com apresentações às 11:15 horas (Praça de São Pedro), 14:15 horas (Lagoa do Iriry), 17:15 horas (Tartaruga) e 20 horas (Costazul).
Realização da Secretaria de Turismo, Indústria e Comércio da Prefeitura de Rio das Ostras/RJ.
Produção de Stenio Mattos – Azul Produções.

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Tive a oportunidade de comparecer ao festival nos últimos dois anos. As atrações – assim como a organização do festival – são realmente incríveis. Bandas e músicos de peso, nacionais e internacionais, transformam a pequena cidade na capital mundial do Blues e do Jazz. E o melhor: os shows são de graça e ao ar livre, em horários diversificados, e o público antenadíssimo. O cenário natural, de praias e lagoas, lógico, completam todo o clima especial do evento.

Em breve postarei por aqui imagens e vídeos das principais atrações de 2008 e 2009 que pude conferir.

Be cool!

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

"St. Louis Blues" é um curta dirigido por Dudley Murphy em 1929, baseado na música de W. C. Handy de mesmo nome. Estrelando, a "Imperatriz do Blues" Bessie Smith (1894-1937). É o único registro em filme de Bessie.



quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Mais dos vídeos que são verdadeiras preciosidades:

O primeiro, de Odetta (1930-2008), cantora, atriz, compositora e ativista dos direitos humanos norte-americana. Odetta é citada por Bob Dylan no documentário "No Direction Home", de Martin Scorcese, como uma das suas principais influências da folk music. Que gritos tribais, que sentimento... De rasgar a alma:




Download: Sings Ballads & Blues


Download: Odetta Sings Dylan

O segundo, é de Sweet Emma" Barrett (1897 - 1983), pianista de jazz e cantora excepcional. Notem os guizos presos em sua perna, que balançam enquanto toca o piano. Demais.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Continuando a viagem pela alma musical das mulheres, gostaria de apresentar este petardo, uma reunião de vozes femininas gravadas em discos de 78 rotações organizada pelo mestre Robert Crumb. Pra quem nao sabe, além de fazer quadrinhos, Crumb é um amante da música, em especial, música antiga, como é mostrado no surpreendente documentário Crumb, de Terry Zwigoff. Crumb é um colecionador de discos de 78rpm e também toca banjo com a Eden and John's East River String Band e a Cheapsuit Serenaders:



Nesta compilação, "Robert Crumb Presents Hot Women Singers (2003)", Crumb apresenta cantoras de diversas regiões do planeta (México, Cuba, Turquia, Taiti, Vietnã, Argélia, Brasil...), a maioria das décadas de 20, 30.




Download: Robert Crumb Presents Hot Women Singers (2003)

1. "Blues Negres" - Cleoma Breaux Falcon (Lousiana Cajun, 1934)
2. "Mexico en Una Laguna" - Lidya Mendoza y Familia (Mexican, mid-1930s)
3. "El Cacahuatero" - Tona la Negre (Mexican, early 1930s)
4. "Tambor de la Alegria" - Grupo de la Alegria (Cuban, 1928)
5. "Liva" - Leona Gabriel-Soime with A. Kindou Orchestra (French Caribbean, 1932)
6. "Quero Sossego" - Araci Cortes with Brunswick Orcherstra (Brazilian, 1931)
7. "Papa Araucana" - Las Cuatro Huasas (Chilean, early 1930s)
8. "Sevillanas No. 2" - La Nina de Los Peines acomp. by Nino Ricardo (Spanish, 1927)
9. "Lu Fistinu Di Palermo" - Rosina Trubia Gioiosa (Sicilian, 1927)
10. "Mime Stelis Mana Anastin Ameriki" - Rita Abadzi (Greek, mid-1930s)
11. "Arostisa Manoula Mou" - Maria Vasileiathou (Greek, late 1930s)
12. "Guenene Tini" - Cheikha Tetma (Algerian, 1930)
13. "Khraïfi" - Aicha Relizania (Algerian, 1936)
14. "Yama N'Chauf Haja Tegennen" - Julie Marsellaise (Tunisian, 1929)
15. "Neva Hicaz Gazel" - Ayda Sonmez (Turkish, 1946)
16. "Ballali Madja" - Hamsa Khalafe and Alia Atia (African, circa 1950)
17. "Bina Adamu" - Hadija Binti Abdulla (East African/Swahili, early 1930s)
18. "Chant d'Invitation a la Dance" - Badolo, Maboudana (Middle Congo, 1933)
19. "Miverena Rahavana" - Hirain-Drazaivelo, Noforonin-Dratsiambakaina, Christine Zanany (Madagascar, 1931)
20. "Title in Hindustani" - Miss Nilam Bai (Hindustani Indian, 1928)
21. "Title in Burmese" - Yadana Myit (Burmese, early 1930s)
22. "Hat Du" - Co Ba-Thinh, Kham-Thien (Vietnamese, 1930)
23. "Lei E" - Emma Bush with Johnny Noble and his Hawaiian Music (Hawaiian, late 1920s)
24. "Chant D'Amour" - Chants Populaires Tahitens (Tahitians, 1931)

E por falar em Crumb, saiu no final do ano passado sua última obra, "Gênesis", um longo trabalho de pesquisa em cima do livro bíblico, recheado com a crueza e seu sarcasmo habituais. Leitura obrigatória.